A dor no ombro é uma das queixas mais comuns no consultório de ortopedia. Ela pode surgir de repente, depois de uma queda ou de um esforço, ou aparecer aos poucos e piorar com o tempo. Em muitos casos atrapalha o sono, o trabalho e atividades simples, como pentear o cabelo ou pegar um objeto no alto do armário.
Entender a causa é o primeiro passo para tratar. Neste artigo, o Dr. Franco André Correa Martins, ortopedista em Uberlândia, explica as origens mais frequentes da dor no ombro, os sinais de alerta e como funciona o tratamento.
Por que o ombro dói com tanta frequência?
O ombro é a articulação com maior amplitude de movimento do corpo. Para permitir que o braço gire, levante e alcance em todas as direções, ele depende menos dos ossos e mais de um conjunto de músculos, tendões e ligamentos que precisam trabalhar em equilíbrio.
O principal desses conjuntos é o manguito rotador, formado por quatro tendões que envolvem a cabeça do úmero e a mantêm centralizada durante os movimentos. Como esses tendões passam por um espaço estreito sob o acrômio, eles estão sujeitos a atrito, sobrecarga e desgaste ao longo da vida.
Principais causas de dor no ombro
Síndrome do impacto e tendinite do manguito rotador
É a causa mais frequente. Os tendões do manguito rotador sofrem atrito ao elevar o braço, ficam inflamados e passam a doer em movimentos acima da linha do ombro. É comum em quem trabalha com os braços elevados, em praticantes de musculação, natação e esportes de arremesso.
Lesão do manguito rotador
Com o tempo ou após um trauma, os tendões podem sofrer rupturas parciais ou completas. Além da dor, o paciente percebe perda de força para levantar ou girar o braço. A dor noturna, principalmente ao deitar sobre o lado afetado, é um sinal bastante típico.
Bursite
A bursa subacromial é uma pequena bolsa que reduz o atrito entre os tendões e o osso. Quando inflamada, causa dor na parte externa do ombro, que pode irradiar para o braço.
Tendinite calcificada
Depósitos de cálcio nos tendões podem provocar crises de dor muito intensa, às vezes sem nenhum trauma prévio. O diagnóstico costuma ser feito com raio-X ou ultrassom.
Capsulite adesiva (ombro congelado)
A cápsula da articulação inflama e enrijece, e o ombro perde movimento em todas as direções. É mais frequente entre os 40 e os 60 anos e em pessoas com diabetes ou alterações da tireoide. A evolução é lenta e exige acompanhamento próximo.
Luxação e instabilidade
Quando o ombro sai do lugar, os ligamentos e o lábio glenoidal podem ser lesionados. Em pacientes jovens, o risco de novas luxações é maior, e a avaliação especializada ajuda a definir se o tratamento deve ser conservador ou cirúrgico.
Artrose do ombro
O desgaste da cartilagem causa dor, estalos e perda gradual de movimento. É mais comum em idosos e após lesões antigas do manguito rotador ou fraturas.
Sinais de alerta: quando procurar um ortopedista
Procure avaliação com um ortopedista de ombro se você tiver:
- Dor que dura mais de duas semanas, mesmo com repouso
- Dor que acorda você durante a noite
- Perda de força para levantar o braço ou segurar objetos
- Dificuldade para movimentar o ombro em alguma direção
- Sensação de que o ombro sai do lugar ou fica instável
- Dor, inchaço ou deformidade após queda ou acidente
Em casos de trauma com deformidade evidente, dor muito intensa ou perda total do movimento, procure um pronto-socorro.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa pela conversa: quando a dor começou, o que piora, o que melhora e quais atividades você faz no dia a dia. Em seguida, o exame físico do ombro inclui testes específicos que ajudam a identificar qual estrutura está comprometida.
Quando necessário, o ortopedista solicita exames de imagem. O raio-X mostra os ossos, calcificações e sinais de artrose. O ultrassom avalia tendões e bursas. A ressonância magnética oferece mais detalhes sobre tendões, cartilagem, lábio glenoidal e ligamentos.
Tratamento da dor no ombro
A boa notícia é que a maioria das dores no ombro melhora sem cirurgia. O tratamento conservador costuma incluir:
- Medicação para controle da dor e da inflamação
- Fisioterapia com foco em mobilidade e fortalecimento do manguito rotador e da escápula
- Ajustes nas atividades que sobrecarregam o ombro
- Infiltração, em casos selecionados
A cirurgia é considerada quando há rupturas completas dos tendões, instabilidade recorrente, fraturas desviadas ou quando o tratamento clínico bem conduzido não traz melhora. Muitas dessas cirurgias são feitas por videoartroscopia, uma técnica minimamente invasiva realizada por pequenas incisões.
Cuidar cedo faz diferença
Dor no ombro não deve ser ignorada nem tratada apenas com analgésicos por conta própria. Algumas lesões, como as rupturas do manguito rotador, podem aumentar com o tempo, e o ombro parado por muito tempo tende a perder movimento.
Se você sente dor no ombro em Uberlândia, conheça como funciona o atendimento com ortopedista especialista em ombro e agende uma avaliação com o Dr. Franco.