A epicondilite lateral, conhecida popularmente como cotovelo de tenista, é uma das causas mais comuns de dor no cotovelo. Apesar do nome, a maioria dos pacientes nunca jogou tênis: ela aparece com frequência em quem faz movimentos repetitivos com o punho e os dedos no trabalho, em casa ou na academia.
O Dr. Franco André Correa Martins, ortopedista em Uberlândia, explica o que é a epicondilite, como reconhecer os sintomas e quais são as opções de tratamento.
O que é a epicondilite lateral?
Na parte externa do cotovelo existe uma saliência óssea chamada epicôndilo lateral. Nela se prendem os tendões dos músculos que estendem o punho e os dedos. Quando esses tendões são submetidos a esforço repetido, surgem pequenas lesões que o organismo não consegue reparar por completo, e o tendão passa a doer.
Por isso, hoje a epicondilite é entendida mais como uma tendinopatia, um processo de desgaste do tendão, do que como uma simples inflamação.
Existe também a epicondilite medial, ou cotovelo de golfista, que acomete a parte interna do cotovelo e os tendões dos músculos flexores do punho.
Quem tem mais risco?
A epicondilite é mais comum entre os 35 e os 55 anos e está associada a:
- Trabalhos com uso intenso de mouse, teclado, ferramentas ou movimentos de torção
- Atividades manuais repetitivas, como pintura, marcenaria, costura e tarefas domésticas
- Esportes de raquete, como tênis, beach tennis e padel
- Musculação com sobrecarga de punho e antebraço
- Aumento súbito da intensidade de uma atividade
Sintomas da epicondilite lateral
O sintoma principal é a dor na face externa do cotovelo, que pode se espalhar para o antebraço. Ela costuma piorar ao:
- Segurar ou apertar objetos, como uma xícara, uma garrafa ou uma sacola
- Girar maçanetas, torcer um pano ou abrir potes
- Cumprimentar alguém com aperto de mão
- Levantar objetos com a palma voltada para baixo
Com o tempo, pode haver perda de força para segurar objetos. Formigamento nos dedos não é típico da epicondilite e merece investigação de outras causas, como compressões de nervos.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é principalmente clínico. Na consulta, o ortopedista avalia a história, o local exato da dor e realiza testes que provocam o sintoma ao contrair os músculos extensores do punho.
Exames de imagem, como ultrassom ou ressonância magnética, podem ser solicitados para avaliar o grau de lesão do tendão, descartar outras causas de dor ou planejar o tratamento nos casos que não melhoram.
Tratamento da epicondilite
A maior parte dos pacientes melhora com tratamento conservador, que pode incluir:
- Repouso relativo e ajuste das atividades que provocam dor
- Medicação para controle da dor, por período limitado
- Fisioterapia com exercícios de alongamento e fortalecimento progressivo, especialmente os exercícios excêntricos
- Uso de órtese específica para o antebraço em atividades de esforço
- Ajustes ergonômicos no trabalho e na prática esportiva
- Infiltração, em casos selecionados e com critério
A recuperação costuma levar de semanas a alguns meses, e a regularidade dos exercícios faz grande diferença no resultado.
A cirurgia é reservada a uma pequena parcela dos pacientes, quando a dor persiste por muitos meses apesar de um tratamento conservador bem conduzido. O procedimento remove o tecido doente do tendão e estimula sua cicatrização.
Como prevenir
- Faça pausas em atividades repetitivas
- Fortaleça a musculatura do antebraço e do ombro
- Aumente a carga de treino de forma gradual
- Revise a técnica e o equipamento em esportes de raquete
- Ajuste a altura da mesa, da cadeira e a posição do mouse
Quando procurar um ortopedista
Procure avaliação se a dor no cotovelo dura mais de duas a três semanas, atrapalha o trabalho ou o sono, ou se surgiu após um trauma. Quanto antes a sobrecarga é identificada e corrigida, mais simples tende a ser o tratamento.
Saiba mais sobre as doenças e lesões tratadas pelo ortopedista especialista em cotovelo em Uberlândia e agende sua consulta com o Dr. Franco.