A fratura de punho é uma das fraturas mais comuns atendidas nos prontos-socorros. Ela costuma acontecer quando a pessoa cai e apoia a mão no chão para se proteger. É frequente em idosos com osteoporose, mas também em jovens que sofrem quedas de bicicleta, skate, moto ou durante a prática esportiva.
O Dr. Franco André Correa Martins, ortopedista em Uberlândia, explica os tipos de fratura de punho, os sintomas, as opções de tratamento e como é a recuperação.
O que é a fratura de punho?
O punho é formado pela extremidade dos ossos do antebraço, o rádio e a ulna, e por oito pequenos ossos do carpo. Quando se fala em fratura de punho, na maioria das vezes trata-se da fratura do rádio distal, a parte do rádio mais próxima da mão.
Outra fratura importante dessa região é a do escafoide, um pequeno osso do carpo que pode quebrar em quedas com a mão espalmada e, muitas vezes, passa despercebida.
Causas mais comuns
- Quedas da própria altura com apoio da mão no chão
- Osteoporose, que deixa os ossos mais frágeis, principalmente em mulheres após a menopausa
- Acidentes de moto, bicicleta e carro
- Esportes como futebol, skate, patins, ciclismo e esportes de contato
Sintomas
- Dor intensa no punho logo após a queda
- Inchaço e roxo na região
- Deformidade, em alguns casos com aspecto de "garfo" quando visto de lado
- Dificuldade para movimentar o punho e segurar objetos
- Formigamento nos dedos, que pode indicar compressão de nervo
Na fratura do escafoide, a dor costuma ser mais discreta e localizada na base do polegar, o que faz muitos pacientes acharem que foi apenas uma "torção".
O que fazer após a queda
- Imobilize o punho, apoiando o braço junto ao corpo
- Aplique gelo protegido por um pano
- Retire anéis e pulseiras antes que a mão inche
- Procure um pronto-socorro para avaliação e raio-X
Como é feito o diagnóstico
O raio-X confirma a fratura, mostra o desvio dos fragmentos e se a superfície da articulação foi atingida. A tomografia pode ser solicitada em fraturas complexas, e a ressonância magnética é útil quando há suspeita de fratura do escafoide não visível no raio-X inicial.
Tratamento
Tratamento conservador
Fraturas sem desvio ou com desvio que pode ser corrigido por manobra (redução) costumam ser tratadas com gesso ou tala, geralmente por 4 a 6 semanas. Durante esse período, são feitos raio-X de controle para acompanhar se os ossos permanecem alinhados.
Cirurgia
A cirurgia é indicada quando a fratura tem desvio importante, atinge a superfície da articulação, é instável ou não se mantém alinhada no gesso. A técnica mais usada é a fixação com placa e parafusos, que permite iniciar os movimentos mais cedo. Em alguns casos, são usados fios ou fixador externo. A artroscopia de punho pode auxiliar no tratamento de fraturas articulares e de lesões ligamentares associadas.
Recuperação
- Durante a imobilização, é importante movimentar os dedos, o cotovelo e o ombro para evitar rigidez
- Após a retirada do gesso ou a cirurgia, a fisioterapia ajuda a recuperar movimento e força
- A recuperação completa costuma levar alguns meses
- Em pacientes com mais de 50 anos, a fratura de punho pode ser o primeiro sinal de osteoporose e merece investigação
Complicações quando não tratada corretamente
Uma fratura de punho consolidada com desvio pode causar dor crônica, perda de força, limitação de movimento e artrose precoce. A fratura do escafoide não tratada pode não consolidar e evoluir com desgaste do punho.
Quando procurar um ortopedista
Qualquer dor, inchaço ou deformidade no punho após uma queda deve ser avaliada, mesmo que pareça apenas uma torção.
Em Uberlândia, o Dr. Franco atende pacientes com fraturas de punho e lesões da mão no Hospital Orthomed Center. Conheça os tratamentos com ortopedista para mão e punho em Uberlândia e leia também sobre o cisto sinovial no punho.