O ombro congelado, ou capsulite adesiva, é uma condição em que o ombro fica progressivamente doloroso e rígido, até perder boa parte dos movimentos. Muitos pacientes chegam ao consultório dizendo que não conseguem mais colocar a mão nas costas, prender o cabelo ou alcançar o cinto de segurança.
O Dr. Franco André Correa Martins, ortopedista em Uberlândia, explica o que é a capsulite adesiva, quais são as fases da doença e como é feito o tratamento.
O que é a capsulite adesiva?
A articulação do ombro é envolvida por uma cápsula, uma espécie de envelope de tecido que permite a grande amplitude de movimento do braço. Na capsulite adesiva, essa cápsula inflama, fica espessa, retrai e perde a elasticidade.
O resultado é um ombro que dói e, aos poucos, "congela": os movimentos ficam limitados em todas as direções, tanto quando o próprio paciente tenta mover o braço quanto quando outra pessoa tenta movê-lo.
Quem tem mais risco?
- Pessoas entre os 40 e os 60 anos, com predomínio em mulheres
- Pacientes com diabetes, que têm risco bem maior e quadros mais persistentes
- Pessoas com alterações da tireoide
- Quem precisou manter o braço imobilizado após fraturas, cirurgias ou lesões
- Pacientes que passaram por cirurgias de mama, do coração ou longas internações
Em muitos casos, a capsulite surge sem uma causa aparente.
As três fases do ombro congelado
Fase dolorosa
Dura de semanas a alguns meses. A dor é intensa, piora à noite e com movimentos bruscos, e a rigidez começa a aparecer.
Fase de congelamento
A dor tende a diminuir, mas o ombro fica cada vez mais rígido. Atividades do dia a dia, como vestir-se e tomar banho, ficam difíceis.
Fase de descongelamento
Os movimentos voltam gradualmente. Essa fase pode levar muitos meses.
A evolução completa costuma ser longa, de um a dois anos ou mais sem tratamento adequado. O acompanhamento ortopédico ajuda a controlar a dor e a recuperar os movimentos de forma mais organizada.
Sintomas
- Dor profunda no ombro, muitas vezes difícil de localizar
- Dor noturna, que atrapalha o sono
- Perda de movimento para levantar o braço, girá-lo para fora e colocar a mão nas costas
- Rigidez que não melhora com alongamento por conta própria
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é principalmente clínico. O sinal mais característico é a perda de movimento passivo: mesmo quando o ortopedista move o braço do paciente, o ombro não chega à amplitude normal.
Exames de imagem ajudam a descartar outras causas. O raio-X costuma ser normal e serve para excluir artrose e calcificações. O ultrassom e a ressonância magnética podem mostrar o espessamento da cápsula e avaliar os tendões do manguito rotador.
Tratamento da capsulite adesiva
O tratamento é, na grande maioria dos casos, conservador:
- Controle da dor, com medicação orientada pelo médico
- Fisioterapia com ganho progressivo de movimento, respeitando a fase da doença
- Infiltração articular ou bloqueio de nervo, que ajudam a reduzir a dor e permitem avançar na reabilitação
- Exercícios domiciliares diários, fundamentais para manter os ganhos
A cirurgia é reservada para os casos que não melhoram após um período adequado de tratamento. Pode ser feita a liberação da cápsula por videoartroscopia, seguida de fisioterapia intensiva.
Ombro congelado tem cura?
Sim. A grande maioria dos pacientes recupera a função do ombro. O tempo de recuperação varia, e a dedicação aos exercícios faz diferença no resultado. Pacientes com diabetes podem precisar de um acompanhamento mais longo.
Quando procurar um ortopedista
Procure avaliação se o ombro está doendo e perdendo movimento ao longo das semanas, principalmente se você tem diabetes ou passou por imobilização recente. Outras doenças, como lesões do manguito rotador, podem causar sintomas parecidos e precisam ser diferenciadas.
Em Uberlândia, o Dr. Franco acompanha pacientes com capsulite adesiva no Hospital Orthomed Center. Conheça o atendimento com ortopedista especialista em ombro em Uberlândia e leia também sobre tendinite e lesão do manguito rotador.