Dor na base do polegar ao abrir um pote, girar uma chave, escrever ou fazer pinça para segurar objetos pequenos. Esse incômodo, comum a partir dos 50 anos, costuma ser causado pela rizartrose, a artrose da articulação da base do polegar.
O Dr. Franco André Correa Martins, ortopedista em Uberlândia, explica o que é a rizartrose, como reconhecer os sintomas e quais são os tratamentos disponíveis.
O que é a rizartrose?
A base do polegar é formada pela articulação entre o primeiro metacarpo e um pequeno osso do punho chamado trapézio. Por isso, ela é chamada de articulação trapeziometacarpal. Essa articulação tem formato de sela, o que permite ao polegar se mover em várias direções e fazer o movimento de pinça, essencial para quase todas as tarefas com as mãos.
Com o tempo, a cartilagem que reveste essa articulação se desgasta. Os ossos passam a ter atrito, surgem inflamação e, nos casos avançados, deformidade. Esse processo é a rizartrose, uma das formas mais comuns de artrose da mão.
Quem tem mais risco?
- Mulheres, principalmente após a menopausa
- Pessoas acima dos 50 anos
- Quem tem frouxidão ligamentar
- Atividades com uso intenso de pinça e preensão ao longo da vida
- Histórico de fraturas ou lesões na base do polegar
- Histórico familiar de artrose nas mãos
Sintomas
- Dor na base do polegar, perto do punho
- Piora ao fazer pinça, abrir potes, girar chaves e torneiras ou escrever
- Perda de força para segurar objetos
- Inchaço e sensibilidade na base do polegar
- Rigidez, principalmente pela manhã
- Nos casos avançados, deformidade da base do polegar, com aspecto "quadrado", e dificuldade para abrir a mão
Como é feito o diagnóstico
Na consulta, o ortopedista avalia o local da dor, a mobilidade e a força do polegar e realiza manobras que provocam dor ao comprimir e girar a articulação. O exame também ajuda a diferenciar a rizartrose de outras causas de dor nessa região, como a tenossinovite de De Quervain.
O raio-X confirma o diagnóstico e mostra o grau de desgaste da articulação, o que ajuda a definir o tratamento.
Tratamento
Tratamento conservador
Na maioria dos pacientes, o tratamento começa sem cirurgia e costuma aliviar bem os sintomas:
- Órtese para estabilizar a base do polegar, usada durante atividades ou à noite
- Medicação para controle da dor nas crises
- Terapia da mão, com exercícios de fortalecimento e orientações de proteção articular
- Adaptações no dia a dia, como abridores de pote, canetas mais grossas e chaves com cabo maior
- Infiltração na articulação, em casos selecionados
Cirurgia
A cirurgia é indicada quando a dor persiste e limita as atividades, mesmo após o tratamento conservador bem conduzido. Existem diferentes técnicas, e a escolha depende do grau de artrose, da idade e das necessidades de cada paciente. Entre elas estão a retirada do trapézio com reconstrução ligamentar, a artrodese (fixação da articulação) e, em casos selecionados, a prótese.
Após a cirurgia, o polegar fica imobilizado por algumas semanas, seguido de reabilitação com terapia da mão.
Dicas para proteger o polegar
- Evite movimentos de pinça forte e repetida
- Use as duas mãos para segurar objetos pesados
- Prefira utensílios com cabos mais grossos
- Faça pausas em atividades manuais prolongadas
Quando procurar um ortopedista
Procure avaliação se a dor na base do polegar durar mais de algumas semanas, atrapalhar tarefas simples ou vier acompanhada de perda de força ou deformidade.
Em Uberlândia, o Dr. Franco atende pacientes com rizartrose e outras doenças da mão e do punho. Conheça os tratamentos com ortopedista para mão e punho em Uberlândia.