Epicondilite medial (cotovelo de golfista): sintomas e tratamento

Modelos anatômicos do ombro, do cotovelo e da mão em consultório de ortopedia

Dor na parte de dentro do cotovelo ao segurar objetos, fechar a mão com força ou dobrar o punho. Esse é o quadro típico da epicondilite medial, conhecida como cotovelo de golfista. Apesar do nome, a maioria dos pacientes não joga golfe: ela é comum em quem faz esforço repetitivo com as mãos e o punho.

O Dr. Franco André Correa Martins, ortopedista em Uberlândia, explica o que é a epicondilite medial, como ela se diferencia do cotovelo de tenista e como é feito o tratamento.

O que é a epicondilite medial?

Na face interna do cotovelo existe uma saliência óssea chamada epicôndilo medial. Nela se prendem os tendões dos músculos que dobram o punho e os dedos e que giram o antebraço com a palma para baixo.

Quando esses tendões são submetidos a esforço repetido, surgem microlesões que o organismo não consegue reparar por completo. O tendão passa a doer e perde resistência. Por isso, hoje a epicondilite é entendida como uma tendinopatia, um processo de desgaste do tendão, mais do que uma simples inflamação.

Diferença entre cotovelo de golfista e cotovelo de tenista

  • Epicondilite medial (cotovelo de golfista): dor na parte de dentro do cotovelo, ligada aos músculos que dobram o punho
  • Epicondilite lateral (cotovelo de tenista): dor na parte de fora do cotovelo, ligada aos músculos que estendem o punho

A epicondilite lateral é mais frequente. Saiba mais no artigo sobre epicondilite lateral.

Quem tem mais risco?

  • Pessoas entre os 40 e os 60 anos
  • Trabalhadores que usam ferramentas, martelos, chaves e furadeiras
  • Atividades com preensão forte e repetida, como carregar peso e apertar objetos
  • Praticantes de musculação, golfe, beach tennis, arremessos e escalada
  • Aumento brusco da carga de treino ou de trabalho

Sintomas

  • Dor na parte interna do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço
  • Piora ao segurar, apertar ou levantar objetos
  • Dor ao dobrar o punho contra resistência
  • Perda de força para segurar objetos
  • Rigidez do cotovelo pela manhã

Quando a dor vem acompanhada de formigamento no dedo mínimo e no anelar, o nervo ulnar, que passa muito perto dessa região, também pode estar comprometido. Saiba mais sobre a síndrome do túnel cubital.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é principalmente clínico. Na consulta, o ortopedista localiza o ponto de dor e realiza testes que provocam o sintoma ao contrair os músculos flexores do punho. O exame também avalia a estabilidade dos ligamentos e a função do nervo ulnar.

O ultrassom e a ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar o grau de lesão do tendão e descartar outras causas, como lesões ligamentares.

Tratamento

A maior parte dos pacientes melhora com tratamento conservador:

  • Repouso relativo e ajuste das atividades que provocam dor
  • Medicação para controle da dor, por período limitado
  • Fisioterapia com alongamento e fortalecimento progressivo, especialmente exercícios excêntricos
  • Órtese para o antebraço em atividades de esforço
  • Ajustes de técnica no esporte e de ergonomia no trabalho
  • Infiltração, em casos selecionados e com critério

A recuperação costuma levar de semanas a alguns meses. A cirurgia é reservada a uma pequena parte dos pacientes, quando a dor persiste por muitos meses apesar de um tratamento bem conduzido.

Como prevenir

  • Aqueça e alongue a musculatura do antebraço antes de treinos e atividades pesadas
  • Aumente a carga de treino de forma gradual
  • Faça pausas em trabalhos manuais repetitivos
  • Revise a técnica de movimentos no esporte

Quando procurar um ortopedista

Procure avaliação se a dor no cotovelo durar mais de duas a três semanas, atrapalhar o trabalho ou o treino, ou vier acompanhada de formigamento nos dedos.

Em Uberlândia, o Dr. Franco atende pacientes com epicondilites e outras doenças do cotovelo. Conheça os tratamentos com ortopedista especialista em cotovelo em Uberlândia.

Perguntas frequentes

Cotovelo de golfista tem cura?

Sim. A maioria dos pacientes melhora com tratamento conservador, ajuste das atividades e fortalecimento progressivo.

Musculação pode causar epicondilite medial?

Sim. Exercícios com preensão forte e carga elevada, como roscas e barras, podem sobrecarregar os tendões flexores do punho.

A epicondilite medial pode afetar o nervo ulnar?

Pode. O nervo ulnar passa muito perto do epicôndilo medial. Formigamento no dedo mínimo e no anelar sugere comprometimento do nervo e merece avaliação.

Quanto tempo leva para melhorar o cotovelo de golfista?

Com tratamento adequado, a melhora costuma ocorrer em semanas a poucos meses. A regularidade dos exercícios faz diferença.

Preciso parar de treinar com epicondilite medial?

Nem sempre. Muitas vezes, o treino pode ser adaptado, reduzindo os exercícios que provocam dor, enquanto o tendão se recupera.

Precisa de uma avaliação?

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. Se você tem sintomas, agende uma avaliação com o Dr. Franco em Uberlândia.

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